sábado, 6 de abril de 2013


Professores pessimamente remunerados, sem autoridade, alunos com excesso de poder e poder público omissos formam a bomba-relógio da violência escolar. As salas de aula estão mais violentas, pois a própria sociedade também está.
Nas escolas temos casos de crianças que agrediram funcionários e nenhuma atitude é ou foi tomada. Sei que o ECA garante o bem estar da criança, mas, e o bem estar do adulto? Não existem leis que nos amparem contra uma criança agressiva?
Acho que quando colocam a culpa no professor, sendo que o próprio é a vitima e não o agressor. A violência, muitas vezes, parte de alunos com transtornos que nem sempre são diagnosticados da maneira correta e, dentre tantas falhas das políticas educacionais, alguns que não passaram por tal acontecimento, preferem colocar a culpa no lado mais fraco, ou seja, para estes a culpa é do professor que não exerce sua autoridade. Sendo que, na verdade, estes casos não são tão fáceis de serem resolvidos. A maior parte dos casos é decorrente de famílias desestruturadas e que não colocam limites para seus filhos, e outros tantos de alunos portadores de síndromes que não possuem o acompanhamento necessário de psicólogos e psicopedagogos.
Então parem de colocar a culpa no profissional da educação que todos os dias tenta fazer o seu melhor em uma sala de aula com 30 alunos ou mais, sendo que dentre eles ainda estão alunos com variadas síndromes.
Nós, professores, não sabemos onde recorrer, pois dentro da escola não temos apoio. O profissional é agredido, xingado e isso é até registrado no livro de ocorrências, porém a escola não faz nada. E se o profissional for à delegacia registrar uma ocorrência ele pode até mesmo ser discriminado dentro da própria escola, pois é muito fácil falar como agir, mas o difícil é agir.
Bem, estamos vivendo um tempo de muita violência, as nossas crianças estão de tal modo expostas a ela, que não estão atinando o grau de violência que estão repassando.
Normalmente, quando temos um aluno muito violento na escola, e vamos procurar a família, percebe-se que os pais têm hábito violento e que a violência é à base da educação dessa criança. Então como lidar com uma violência adquirida fora da escola e que explode dentro dela? 
Sabemos que as pessoas que freqüentam as escolas são as mesmas pertencentes ao mundo no qual vivemos, ou seja, somos todos, parte de uma sociedade doente, farta de desmandos, sem respeito nem sonhos.
Diante do que temos, não acho possível haver solução para as agressões que nós, professores, estamos passando e ainda passaremos dentro das nossas salas, o que podemos é nos unir e exigir do poder público melhorar as condições de trabalho ou esperarmos, se possível, a hora da aposentadoria para que nos livremos desse inferno que estamos vivendo dentro das escolas.
Após o ECA, Estatutos da Criança e do Adolescente estamos reféns dos alunos e pais. Então, vamos cumprindo nosso papel, e se possível, vamos dando uma de tolos e finjamos que não percebemos as ameaças e agressões, e assim vamos tentando fazer dar certo. Quando nos fazemos de tolos, tanto alunos quanto pais de alunos se sentem mais contemplados, e como eles são os clientes, façamo-nos de tolos e viveremos felizes para sempre.
Quem quer que atente contra a honra de professores e funcionários, ou colabore na divulgação de informações inverídicas no intuito de prejudicar pessoas ou instituições por quaisquer meios (inclusive virtuais), devem responder pelos seus atos perante o Poder Judiciário, seja ou não menor de 18 anos de idade. A depender da extensão dos danos causados, é possível promover ações de reparação por danos morais, conforme previsão legal.
Se o jovem de 16 anos á capaz de escolher o destino de um país ele também deve responder pelos seus atos perante a justiça.